História

RBCE_2014

A Rede Brasileira de Cooperação em Emergências (RBCE) é uma associação da sociedade civil sem fins lucrativos fundada em 14/11/1995 congregando profissionais que atuam na gestão, gerenciamento e atenção às urgências médicas no País, buscando a incidência na formulação e aplicação das políticas e desenvolvimento de redes, gerenciais e trabalho no campo das urgências.

Ao longo dos anos 1995 a 2002 através desses congressos, seminários temáticos e grupos de trabalhos a RBCE se dedicou à elaboração de subsídios para a definição das políticas públicas, quando os seus membros participaram da elaboração das resoluções do Conselho Federal de Medicina e das Portarias do Ministério da Saúde especialmente da Portaria GM 2048/2002 que normatizou a organização dos setores e laçou as bases das políticas de atenção às urgências no País.

Entre 2000 e 2007 membros da RBCE estiveram na coordenação e assessoria da Coordenação Geral de Urgências do Ministério da Saúde, participando ativamente da implantação da política de atenção às urgências no País.

A partir de 2007, quando do VII Congresso da RBCE, foi colocado em pauta o tema da superlotação dos serviços hospitalares de urgências, enfatizando aspecto de violação massiva e sistemática dos diretos humanos provocada pela superlotação. Desde então se começou um trabalho de cooperação técnica com a Sociedade Espanhola de Medicina de Emergências – SEMES e um intercâmbio técnico com a Canadian Association of Emergency Physicians – CAEP e com a American College of Emergency Physicians – ACEP que nos levou a caracterizar e definir a superlotação como um problema de falência dos hospitais em seu fluxo e resultados assistenciais e através de seminários realizados em 2009 e 2010 nos quais se identificaram os padrões referências para identificação, prevenção e controle da superlotação, atualizando nos últimos anos a revisão sistemática da literatura realizada por Roberto Bittencourt em seu Doutorado na ENSP – FIOCRUZ. O tema também esteve nos temas centrais dos VIII e do IX Congresso da RBCE realizados em 2011 em Porto Alegre e em 2014 em São Paulo importante notar que desde 2009 a RBCE, mediante seu Coordenador Geral, Armando de Negri filho, estabeleceu convêncio de Cooperação com o Hospital do Coração – Hcor de São Paulo, no qual se constitui o Laboratório de Inovação em Planejamento, Gestão, Avaliação e Regulação de Políticas, Sistemas, Redes e Serviços de Saúde – LIGRESS, onde se abrigaram projetos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS – PROADI-SUS, com três Núcleos de Atividades – projetos de atenção às urgências, projetos de desenvolvimento hospitalar e projetos de desenvolvimento de sistemas regionais de saúde e de fortalecimento geral do SUS.

No espaço da Cooperação LIGRESS-HCOr/RBCE foram desenvolvidos os seguintes projetos desde 2011 até 2014, com sequência prevista no triênio 2015-2017:

1-      Projeto de Desenvolvimento Gerencial para Atenção Integral aos Pacientes Agudos no ambiente intra-hospitalar – sob a forma de um curso de 10 módulos em 31 semanas – com períodos de concetração e dispersão, tendo o tema da superlotação com tema primeira e vertebrador de todo o Curso (pois todos os setores são articulados para dar fluxo e qualidade integração hospitalar para setores. São articulados para o fluxo e qualidade ma integração hospitalar para solucionar os obstáculos intra-hospialares que geram a superlotação). Este projeto está em desenvolçvimento em Fortaleza, Salvador e São Paulo. Otros 12 estados serão abordados no próximo triêncio.

2-      Projeto de manejo da superlotação: abordam os temas relacionados ao projeto anterior mas em formato não compacto de apoio técnico e capacitação em serviço, utilizando check-list e com apoio de um manual que estabelece o passo a passo para identificação de causas e manejo/controle de superlotação. Em desenvolvimento nos Estados do Pará, Amapá, Alagoas, Acre e Sergipe. Prevista ampliação para mais 10 estados em 2015-2017. A atualização da revisão sistemática do tema de superlotação de Roberto Bittercourt, está incluída neste Projeto.

3-      Projeto Observatório Nacional das Urgências – dedicado ao monitoramento da atenção às urgências no país através de 03 eixos:

  1. observação da mídia nacional registrando e classificando as noticias veiculadas e analisando periodicamente o que é publicado (temos um acervo de 03 anos e mais 4 mil noticias);
  2. observação do grau de saturação das urgências mediante aplicativo eletrônico de monitoramento (em etapa de teste);
  3. aplicação de um “Score Card” para avaliar o desempenho dos serviços de urgência do país e dos estados (em fase de estudo, em colaboração técnica com o ACEP), este estudo será realizado em 2015.

4-      Projeto Tempos de Espera: estuda os mecanismos de gestão e gerenciamento de filas e tempos de espera para atuação em saúde, envolvendo os tempos de atenção às urgências considerando os tempos clinicamente aceitáveis.